“Vigiem para que ninguém abandone a Graça de Deus.
Que nenhuma raiz venenosa cresça no meio de vocês,
provocando perturbação e contaminando a comunidade”.
(Hb 12,15)
Itabuna (BA), 28 de junho de 2009.
Ao encerrarmos o ano Paulino, queremos como um gesto concreto e como aprendizado extraído da vida do Apóstolo dos Gentios, publicar a 5ª Carta de Santa Rita. E neste sentido, a 5ª Carta de Santa Rita tem um destinatário todo especial e diferenciado dos destinatários das Cartas anteriores. Ela é direcionada às nossas Comunidades Eclesiais. Tendo sido prioridade em nossa Assembléia Paroquial, as Comunidades necessitam também refletir, aprofundar o seu papel e entender o verdadeiro compromisso com a Evangelização, e se sentir como o espaço privilegiado para a concretização do Reino de Deus.
Sem dúvida nenhuma, muitos passos significativos já foram dados, mas acreditamos que diante do potencial humano e estrutural que temos, poderíamos dar muito mais contribuições para este processo coletivo de evangelização paroquial e construção do Reino de Deus.
Temos sentido um crescimento significativo em muitas Pastorais, Grupos e Movimentos, mas ao mesmo tempo, sentimos também certa lentidão e resistência de outras em compreender e aceitar o Plano Pastoral implementado na Paróquia. O Documento de Aparecida nos convoca a realizarmos uma ampla e aberta renovação nas nossas práticas e estruturas de evangelização, e temos tentado atender a este apelo. Mas nos sentimos ainda “apegados” a velhas e retrógadas práticas que não respondem aos atuais desafios e demandas apresentados no contexto que vivemos.
Tivemos este ano durante os festejos em homenagem a nossa Padroeira, Santa Rita de Cássia, a oportunidade de refletirmos profundamente vários aspectos importantes para as comunidades. Esperamos que este rico e profundo momento tenha contribuído para a conscientização de nossos paroquianos, em especial, aqueles que integram as nossas Pastorais, Grupos, Movimentos, Serviços, Associações e nossas Comunidades, para que assim possamos crescer e “avançar para águas mais profundas”.
Levi Araújo no seu bonito artigo: “Os pés e os calcanhares do Corpo de Cristo”, confirma uma verdade ainda existente em nosso meio: “Infelizmente, nós somos uma geração de cristãos que ainda prefere lavar as próprias mãos nas águas da covardia permitindo crucificações a ter a coragem de sujar as mãos lavando os pés para que ninguém fique de fora da ceia, da comunhão e do legado do Senhor Jesus”.
Ainda vivenciamos, em nossos espaços, muitas mazelas, tais como: a prática da “fofoca”, das críticas destrutivas, do desânimo, da desunião, das “panelinhas” e isto é inaceitável para aqueles que querem construir um Reino de Justiça, de Paz, de Fraternidade, de União, de Amor, de Solidariedade, de Partilha. É neste sentido que recorremos às Palavras do Apóstolo Paulo em sua Carta aos Hebreus, nos exortando para que fiquemos vigilantes, para que ninguém abandone a Graça de Deus, e que não permitamos que nenhuma “erva daninha” se infiltre e permaneça em nosso meio, provocando todas estas mazelas citadas acima, causando a desunião e desmobilização nas nossas comunidades. É como nos diz o Documento de Aparecida: necessitamos de um novo Pentecostes em nossa Igreja.
Esperamos que as Cartas de Santa Rita de Cássia tenham nos ensinado a conhecer melhor a mensagem de Deus! A nossa intenção com todas elas é que pudessem nos ajudar a sermos perseverantes nas dificuldades que vamos encontrando em nossa caminhada! Esperamos que todas elas tenham nos animado a sentirmos a consolação que Deus nos dá quando precisarmos de um ombro amigo. Mas, sobretudo, que as Cartas, em especial esta 5ª, tenham e venham a alimentar a nossa esperança! É a esperança que nos ajuda a sermos melhores, a caminhar, a não desanimar e fazer de nossas comunidades lugares de encontro, de comunhão e de caridade como foram as comunidades que receberam as Cartas do Apóstolo Paulo!
“Tudo o que se escreveu no passado é para nosso ensinamento que foi escrito, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que nos proporcionam as Escrituras, tenhamos a esperança” (Romanos 15,4).
Conselho de Cidadania Paroquial, Grupos, Movimentos, Pastorais, Associações, Comunidades e Frades Capuchinhos da Paróquia Santa Rita de Cássia